terça-feira, 30 de agosto de 2016

Quando eu previ (e registrei) o futuro da tecnologia...

Olá,

sim, o título da postagem é intencionalmente chamativo. Mas o curioso é que ele não é mentiroso...bem, pelo menos há uma dose de verdade nele e vou explicar o porquê. 

Há alguns anos atrás eu conclui meu mestrado em Educação e acabei decidindo por iniciar o texto do trabalho com um relato de uma situação hipotética que eu acreditava (e até torcia) que se tornaria realidade em um futuro não tão distante. Na verdade eu até tinha recebido algumas orientações da minha banca sobre manter ou não o teor pois ele poderia destoar do esperado para um texto acadêmico, mas mesmo assim mantive porque era uma forma de imprimir logo nos primeiros parágrafos, dentre tantas citações de outros pesquisadores e autores ao longo do material, a minha identidade.

E não é que fiquei surpreso ao assistir um vídeo divulgando uma das mais recentes inovações da Microsoft, apresentando o Hololens, um óculos de realidade virtual e aumentada que promete revolucionar a forma como integraremos os espaços físicos e os ambientes virtuais. Claro que foi pura coincidência, mas mesmo assim foi legal ver algo que eu imaginei ganhando uma versão em outra plataforma. Aqui copio esse trecho da minha dissertação e, logo abaixo, disponibilizo o vídeo para comparação (mas a melhor parte é o que acontece no minuto 1:30, pelo menos foi o meu momento "Caraca, olha isso!" :-):

"Estou pensando no que fiz hoje. Acordei listando os meus compromissos do dia, e enquanto tomava meu café lembrava que estava quase no horário de minha primeira aula da manhã. Antes, porém, tinha que levar meu filho à escola e resolver alguns problemas domésticos. Pronto! Após deixar tudo encaminhado teria que voltar à minha função de professor. Este não era dia de aula presencial na instituição, então poderia poupar o meio ambiente dos poluentes emitidos pelo meu automóvel (que ainda não é um elétrico, uma pena!), e os meus nervos com os enormes congestionamentos ou possíveis contratempos que poderiam surgir durante o trajeto. Sendo assim, entrei no escritório de casa e liguei meu hardware, que consistia em uma tela plana (de dimensões consideráveis) e uma central de mídia, com um sensor de detecção de movimentos, que até pouco tempo só me servia para as disputas de jogos eletrônicos com meu filho. Há algum tempo atrás ainda tinha que usar o teclado e mouse para manipular os elementos da interface do ambiente que se abria para mim na tela, hoje minhas mãos dançam pelo ar, como se eu pudesse tocar realmente os ícones e objetos virtuais que se apresentam para mim. Assim que estou “imerso” no ambiente tridimensional já percebo alguns alunos, representados por seus avatares, me aguardando. Após os cumprimentos corriqueiros, e a chegada dos demais, iniciamos as atividades: dessa vez iríamos construir um foguete colaborativamente, e como professor de Matemática, teria que orientar as discussões sobre os elementos básicos que compõem a estrutura do objeto. O planejado era discutir temas associados ao cálculo de área e volume de alguns sólidos geométricos durante o desenrolar das atividades. De repente, ouvi um barulho de criança chorando e um cão latindo que vinha de algum ponto de dentro da sala virtual, por isso pedi, mais uma vez, que bloqueassem seus microfones, para que o áudio do ambiente onde estavam não interferisse nas nossas atividades, liberando no entanto o chat de texto. O dia estava apenas começando..."


Digam se não é a inteligência coletiva se manifestando...;-D
Ah...o título do meu trabalho é Ambientes Virtuais de Aprendizagem no Second Life: mapeando a Ilha da Educação, e para acessa-lo clique AQUI.

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