domingo, 29 de outubro de 2017

Programa Google Innovators e certificações Google for Education

E aí, pessoal

não é de hoje que eu uso as ferramentas Google...e o histórico das postagens desse blog (e o próprio editor de blog que uso) já indicam isso. Então, sim, sou entusiasta e incentivador da maioria das plataformas desenvolvidas pela gigante da tecnologia. Então já me considero, há muito tempo, um "Educador Google", vamos dizer assim. 

Evidentemente faço uso de interfaces de outras organizações, como por exemplo o Kodu Game Lab, da Microsoft (que, na minha opinião, é o melhor editor de games para quem quer trabalhar com projetos educativos de jogos eletrônicos com crianças e jovens). Mas a única que tem me proporcionado um ecossistema integrado, e que me permite desenvolver atividades colaborativas da maneira a atender meus objetivos são as ferramentas Google (desde o SketchUp e Earth até o Google+, o Blogger, o Youtube, o atual Classroom, Blockly, Drive, etc). 

Por isso fiquei muito feliz em encontrar os programas de treinamento e certificação do Google for Education, pois mesmo que eu já conhecesse e utilizasse a maioria dos recursos, aprendi muita coisa legal depois que comecei a fazer alguns no meu tempo livre. Daí para ter minha primeira certificação foi natural. Ela, no meu caso, me dá a certeza que o que tenho feito no tocante ao uso das tecnologias digitais está em sincronia com as últimas tendências. Até porque o programa não foca apenas na proficiência do uso dos recursos, mas nas metodologias adotadas pelo educador.

Acredito que todo professor que atua com tecnologias digitais pode enriquecer muito seu trabalho ao agregar os conhecimentos adquiridos enquanto faz os programas de "treinamento" da plataforma. E eu coloco entre "aspas" mesmo, porque entendo que é muito mais do que isso. Tanto é que usei várias ideias apresentadas no programa pra elaborar meu projeto para a seleção do programa Google Innovator (que encerra as inscrições amanhã, dia 30 de outubro). 

Bem, o resultado é o material abaixo. E mesmo que não faça parte dos projetos selecionados, já valeu pelo que aprendi durante o processo de criação. Aproveita e dá uma olhada, porque pretendo executar de qualquer maneira...e toda colaboração será bem vinda! 😀


E conheça mais programas e projetos do #GoogleEI
P.S.: Não esqueça de acessar os links dessa postagem para conhecer mais sobre cada tópico

sábado, 17 de junho de 2017

Meus "3 Princípios para fazer Adequações de Recursos Educacionais"

E aí, pessoal

na semana passada foi semana de avaliações na escola do meu filho. Claro, mês de junho marca o final do primeiro semestre letivo e é tempo de se preparar para os festejos do São João dando aquele último gás nos estudos para se ver logo livre. 

Em uma das revisões que fazia com o guri, mais especificamente para a avaliação de Geografia, tive a ideia de fazer uma adequação do material utilizado, considerando que somente as anotações poderiam não atender suas demandas. O resultado foi isso que está apresentado na foto: um mapa-mental-mundi...se posso chamar assim :-) 
Mapa-mental-mundi sobre África

Como não poderia deixar de ser,  acabei percebendo alguns aspectos interessantes nessa experiência. E já que sempre estou debatendo com outros colegas educadores acerca da necessidade em apresentar estratégias que ajudem o profissional da Educação a incorporar isso na sua prática, resolvi apresentar aqui os 3 princípios que julgo básicos para quem precisa fazer adequações de recursos educacionais com a finalidade de promover a inclusão de alunos de desenvolvimento cognitivo típico ou atípico na escola (ou fora dela, como nesse caso!).

Vale ressaltar que o que garante a efetiva solução da demanda identificada, é um profissional que sabe se aproveitar de todo o potencial que o recurso apresenta.

Vou aproveitar esse material para exemplificar como cada princípio deve ser compreendido, mas tenha em mente que vou generalizar os espaços formativos nos quais esse tipo de recurso pode ser mais utilizado...afinal isso vai depender mais do profissional que está atuando (seja um professor em uma sala de aula regular, em uma sala de recursos ou em atendimento particular).

Os 3 princípios são:
1. A melhor plataforma é a mais acessível - isso quer dizer que tanto as plataformas digitais quanto as analógicas podem servir bem aos objetivos do profissional e do aprendiz. No exemplo, eu pensei, a priori, em usar um recurso digital com o tablet. Não seria difícil fazer utilizando o aplicativo do Google Earth (clique para conhecer) da maneira como eu queria, mas como eu tenho um mini globo terrestre em casa queria algo mais prático e rápido de produzir. Só precisei usar também bloquinhos de papel adesivado colorido de anotações e caneta hidracor;

2. A melhor base estruturante para formatar o conteúdo é a que atende ao perfil do aprendiz - ou seja, dentre as infinitas formas de estruturar e apresentar um conteúdo qualquer, escolha uma ou uma combinação de duas ou mais a depender do perfil do seu aprendiz (levando em consideração as limitações físicas, ou outros aspectos que influenciarão na percepção dos estímulos). Esclarecendo, quem conhece um mapa mental pode perceber que foi a estrutura que julguei mais interessante para atender às demandas nesse contexto. Nesse caso, como não consegui representar com ilustrações, considerando o tempo disponível, mantive o restante da estrutura. O tema principal (continente africano) ao centro e os ramos referentes a cada aspecto abordado com papel de cor diferente. Há várias outras bases que podem servir de referência: papel com malhas quadriculadas, linhas de tempo, matrizes lógicas (tabelas de dupla entrada), mapas conceituais, maquetes, plantas baixas, canvas, mapas mentais, quadrinhos, inclusive as que se configuram como métodos e abordagens, como o TEACCH, Storytelling, gamification, SCRUM, etc. Sim, estou colocando juntos modelos de outras áreas pois quem trabalha com Educação sabe que nos apropriamos de tudo que pode melhorar processos em outros campos;

3. Todo recurso adaptado pode servir para mais de um perfil de aprendiz - inclusive neurotípicos. Nem preciso detalhar isso, pois é óbvio! E quando os profissionais perceberem isso vão concordar que todos ganham com esse tipo de proposta. :-)

É isso! E o que aprendi nesses anos todos, com as experiências que vivenciei com meus alunos, nas minhas pesquisas, nos eventos de formação continuada, e em casa se resume no seguinte: Um bom repertório e um pouco de criatividade são os ingredientes para produzir recursos adaptados eficientes.

Bons estudos...ou melhor, Bom São João! 💥

quarta-feira, 1 de março de 2017

Design Universal para Aprendizagem e Recursos Acessíveis para Ensino de Matemática

Olá,

quem acompanha o blog deve lembrar que parte das atividades que desenvolvo estão relacionadas às ações do MIDEAM, um projeto que visa capacitar profissionais da educação no uso das tecnologias digitais (vejam que agora não restrinjo apenas às aplicações no ensino de Matemática, embora ainda mantenhamos essa proposta). Desde 2015 passamos por uma renovação e temos iniciativas que vão além das oficinas de uso de interfaces digitais nos contextos educacionais. Agora estamos também produzindo recursos para serem utilizados por professores e alunos.

Em 2015 elaboramos 3 histórias interativas no formato de aplicativo para Android para serem utilizadas por professores que atuam na alfabetização matemática. De lá para cá, no entanto, percebemos que faltava algo...e não foi difícil entender o que seria: tornar o material acessível para os diferentes perfis de alunos que teriam contato com os recursos. Por isso temos incorporado e estamos nos apropriando de uma área que tem contribuído muito para adequarmos nossas produções às demandas de uma Educação mais Inclusiva, o Design Universal para Aprendizagem.

Símbolo de Acessibilidade criado pela ONU
O Design Universal foi concebido no contexto da Arquitetura, e propõe o enfoque da disponibilização de produtos, serviços e ambientes usáveis pelo maior número de pessoas possível. Nesse caso, o Design Universal para Aprendizagem acaba sendo a apropriação (e adequação) dos princípios defendidos pelo DU para o contexto da Educação. Esse blog, por exemplo, tem uma funcionalidade de uso de um plugin do Hand Talk para traduzir o texto para a LIBRAS, com a finalidade de ampliar o acesso do conteúdo aos surdos que não dominam a Língua Portuguesa, mas são fluentes na segunda língua oficial do Brasil.

O que estamos fazendo no MIDEAM agora é implementar os princípios do DUA para produzir material para ensinar Matemática. Um desafio que tem nos mobilizado nos últimos meses. E daqui a um tempo espero já ter algo interessante para postar por aqui, com alguns resultados. Mas até lá fiquem com três referências que tem ajudado muito no nosso projeto...e pode ajudar no seu também, pois se leu esse texto até aqui certamente tem alguma afinidade com o tema ;-)

Um é o Manual de Desenho Universal para Livros Didáticos, o outro é o Caderno de Educação Especial do PNAIC, e o que gosto mais é o Guia de Mediação de Leitura Acessível e Inclusiva um material de ótima qualidade que me mostrou que estamos no caminho certo (pois antes de conhecê-lo já implementava a mesma proposta apresentada no nosso material).

Então acesse o material pelos links, boa leitura e ótimas produções...pois agora 2017 começou...:-)
Abaixo um esquema ilustrativo dos princípios do DUA...

Fonte: CAST - What is UDL? (acessível em http:\\www.cast.org)



domingo, 18 de dezembro de 2016

Como escolher a melhor escola para seu(sua) filho(a)?

Oi, pessoal

nessa última postagem do ano (provavelmente) vou aproveitar um tema que é recorrente nesse período de final de ano letivo e que preocupa alguns pais: a busca por uma escola que melhor atenda às necessidades de seu(sua) filho(a) (e às suas próprias, lógico!). Acabei resolvendo postar aqui por dois motivos: o primeiro é que tenho visto em algumas redes sociais alguns pais solicitando a opinião de outros pais para terem um norte, e esse meu lado sempre é levado a ajudar meus pares...o segundo é que o meu lado de educador me reveste de alguma autoridade e um olhar mais especializado sobre o tema (assim como só um profissional da Saúde poderia indicar algum medicamento para curar uma enfermidade de alguém doente).

Bem, então resolvi apresentar no formato de 5 dicas imprescindíveis que todo pai deveria seguir ao pesquisar um local que vai ajudar a moldar o profissional e a pessoa que seu(sua) filho(a) será (sem esquecer que essa função é, também, da família...só pra lembrar). Claro, vocês vão perceber que o foco são as escolas privadas, mas algumas vão servir bem para orientar pais que matriculam seus(suas) filhos(as) na rede pública. Então aí estão elas:

Dica 1. Reflita sobre a real necessidade de priorizar escolas mais caras e "maiores", imaginando que elas serão as melhores para seu(sua) filho(a). Pense bem...se nessa escola você (ou qualquer outro pai) precisou colocar seu filho em um reforço escolar isso quer dizer que há falhas na formação. Na verdade, no sistema atual, é impossível pensar que as turmas são homogêneas...e sendo assim, numa turma de 30 a 40 alunos nenhum professor atinge 100% desses estudantes.

Dica 2. Seguindo a ideia da dica anterior, pode ser interessante optar por uma escola de bairro, menor em tamanho, de maneira que se consegue priorizar uma relação mais pessoal entre a equipe pedagógica e os alunos, e entre os próprios alunos, que mais possivelmente terão um contato mais próximo entre eles dada a chance de morarem nas mesma vizinhança. Além do fato de se poder economizar com transporte ou outros gastos e problemas que as grandes distâncias imprimem.

Dica 3. Como você vai considerar as dicas anteriores vai sobrar um dinheiro no bolso, que será economizado com uma mensalidade mais barata e redução de custos com alimentação e transporte (fora a diminuição do estresse por não precisar enfrentar aquele trânsito todos os dias). Sendo assim, analise que outras atividades complementares a escola já proporciona e pense em enriquecer a formação de seu(sua) filho(a) com atividades esportivas (natação, lutas marciais, etc) ou pedagógicas (cursos rápidos de línguas estrangeiras, computação ou artes, visitas a museus, espetáculos de teatro, viagens etc) dentro ou fora do ambiente escolar. Ah...e você ainda pode comprar os livros que ele gosta de ler, assinar uma internet de melhor velocidade e provedores de conteúdo de melhor qualidade (TV por assinatura ou serviços de streaming). Tudo isso enriquece o repertório e pode ajudar a torna-lo mais versátil pessoal e profissionalmente.

Dica 4. Questione pela linha pedagógica adotada na escola, quais são os objetivos, em que acreditam e como poderão contribuir para que a formação vá além do "prepraratório para concursos" (como o ENEM, ou os vestibulares da vida). Sim, porque uma boa formação, hoje, deve preparar para os vários cenários que podem se apresentar no futuro do seu(sua) filho(a) pois carreiras novas surgirão e outras desaparecerão muito em breve e há incontáveis casos de sucesso/satisfação em profissionais/empreendedores que não cursaram ou concluíram cursos superiores. No entanto todos esses geralmente são pessoas inteligentes e versáteis...atributos que ainda são estimulados ao seguirem essas dicas...

Dica 5. Ao questionar sobre a linha pedagógica seguida pela instituição, procure saber como a escola atende alunos com necessidades especiais...MESMO QUE SEU(SUA) FILHO(A) NÃO SE ENQUADRE NO PERFIL. A inclusão social é responsabilidade de todos, e a escola não tem abraçado essa responsabilidade porque esse grupo é uma minoria. Mas se você está ciente de que uma sociedade justa para você e os seus requer o bem estar de todos ao seu redor (sua comunidade, sua cidade, seu país...) vai entender que a simples ideia de que as pessoas estão cobrando isso (assim como optam por comprar um produto ecologicamente correto em prol da sustentabilidade) pode surtir algum efeito positivo para todos. Além disso, seu(sua) filho(a) só tem a ganhar convivendo com as diferenças! ;-)

Acreditem, o que garante o sucesso do aluno é o seu empenho, engajamento e um bom suporte familiar! Não foram poucas as vezes que conheci alunos com tais características e que se deram bem mesmo em escolas ditas "medíocres" (no sentido de não serem as TOP). E o contrário também...

Bem...é isso! Se você tem alguém na família que já quis uma opinião sobre que escola escolher para o filho, aqui foram algumas dicas de quem atua na área e tem alguma experiência nos diversos níveis de ensino...além de ser um pai que já passou, e passa, pelos mesmos problemas...e tem conseguido resolver alguns deles com alguma satisfação.

domingo, 11 de setembro de 2016

Matemática em Podcast? Sim...e muita ciência!

Podcasts! Já abordei o tema em outro post aqui.

Mas recentemente descobri um especializado em assuntos relacionados à ciência muito bom que não está na lista que eu indiquei, mas que merece um destaque especial. Sim, porque falar de temas que geralmente são revestidos por uma aura de seriedade ou que exigem alguma maturidade acadêmica certamente não caem nas graças do público em geral.

O Scicast é um podcast que me surpreende por conseguir equilibrar muito bem a seriedade e profundidade no tratamento do saber científico com uma linguagem acessível e divertida entoada pelos seus podcasters. O primeiro que ouvi foi sobre Biomatemática, e já reservei como fonte de referência para quando for discutir modelagem matemática em minhas aulas com alunos da licenciatura.

O que discute Probabilidade e Estatística também é perfeito, e ambos já me fizeram inserir o canal na minha playlist no smartphone...além de me deixarem ansioso por ouvir os outros sobre Matemática ou qualquer assunto que eles se propõem a discutir.

Bem, melhor ouvir e conferir! Clique na imagem abaixo e acesse o episódio que citei...ou escolha outro tema de sua preferência. Vai lá e pega logo o fone de ouvido... ;-)


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Quando eu previ (e registrei) o futuro da tecnologia...

Olá,

sim, o título da postagem é intencionalmente chamativo. Mas o curioso é que ele não é mentiroso...bem, pelo menos há uma dose de verdade nele e vou explicar o porquê. 

Há alguns anos atrás eu conclui meu mestrado em Educação e acabei decidindo por iniciar o texto do trabalho com um relato de uma situação hipotética que eu acreditava (e até torcia) que se tornaria realidade em um futuro não tão distante. Na verdade eu até tinha recebido algumas orientações da minha banca sobre manter ou não o teor pois ele poderia destoar do esperado para um texto acadêmico, mas mesmo assim mantive porque era uma forma de imprimir logo nos primeiros parágrafos, dentre tantas citações de outros pesquisadores e autores ao longo do material, a minha identidade.

E não é que fiquei surpreso ao assistir um vídeo divulgando uma das mais recentes inovações da Microsoft, apresentando o Hololens, um óculos de realidade virtual e aumentada que promete revolucionar a forma como integraremos os espaços físicos e os ambientes virtuais. Claro que foi pura coincidência, mas mesmo assim foi legal ver algo que eu imaginei ganhando uma versão em outra plataforma. Aqui copio esse trecho da minha dissertação e, logo abaixo, disponibilizo o vídeo para comparação (mas a melhor parte é o que acontece no minuto 1:30, pelo menos foi o meu momento "Caraca, olha isso!" :-):

"Estou pensando no que fiz hoje. Acordei listando os meus compromissos do dia, e enquanto tomava meu café lembrava que estava quase no horário de minha primeira aula da manhã. Antes, porém, tinha que levar meu filho à escola e resolver alguns problemas domésticos. Pronto! Após deixar tudo encaminhado teria que voltar à minha função de professor. Este não era dia de aula presencial na instituição, então poderia poupar o meio ambiente dos poluentes emitidos pelo meu automóvel (que ainda não é um elétrico, uma pena!), e os meus nervos com os enormes congestionamentos ou possíveis contratempos que poderiam surgir durante o trajeto. Sendo assim, entrei no escritório de casa e liguei meu hardware, que consistia em uma tela plana (de dimensões consideráveis) e uma central de mídia, com um sensor de detecção de movimentos, que até pouco tempo só me servia para as disputas de jogos eletrônicos com meu filho. Há algum tempo atrás ainda tinha que usar o teclado e mouse para manipular os elementos da interface do ambiente que se abria para mim na tela, hoje minhas mãos dançam pelo ar, como se eu pudesse tocar realmente os ícones e objetos virtuais que se apresentam para mim. Assim que estou “imerso” no ambiente tridimensional já percebo alguns alunos, representados por seus avatares, me aguardando. Após os cumprimentos corriqueiros, e a chegada dos demais, iniciamos as atividades: dessa vez iríamos construir um foguete colaborativamente, e como professor de Matemática, teria que orientar as discussões sobre os elementos básicos que compõem a estrutura do objeto. O planejado era discutir temas associados ao cálculo de área e volume de alguns sólidos geométricos durante o desenrolar das atividades. De repente, ouvi um barulho de criança chorando e um cão latindo que vinha de algum ponto de dentro da sala virtual, por isso pedi, mais uma vez, que bloqueassem seus microfones, para que o áudio do ambiente onde estavam não interferisse nas nossas atividades, liberando no entanto o chat de texto. O dia estava apenas começando..."


Digam se não é a inteligência coletiva se manifestando...;-D
Ah...o título do meu trabalho é Ambientes Virtuais de Aprendizagem no Second Life: mapeando a Ilha da Educação, e para acessa-lo clique AQUI.

domingo, 26 de junho de 2016

5 novas competências do educador de hoje e amanhã

Olá,

nas minhas últimas discussões sobre o papel do professor na sociedade atual (seja em sala de aula, em palestras ou bate-papos informais), e de como esse profissional deveria se adequar para atender às demandas de um público que não pertence a uma única geração (X, Y, Z, ou qualquer outra), sempre tenho me referido a alguns aspectos recorrentes que quero destacar aqui no meu blog. 

Então listarei aqui as competências que julgo essenciais para que um educador consiga atender às atuais exigências impostas a nós, tendo em vista que são as mesmas que tenho tentado melhorar, em mim mesmo, nos últimos anos:

1. Ser um facilitador/mentor/tutor (sim, estou colocando todos em um mesmo balaio!) é um aspecto já amplamente discutido e que permeia a prática docente desde os primeiros debates sobre metodologias centradas no aluno. No entanto alguns não entendem bem o que é assumir essa função. Uma dica, que pretendo usar a partir de agora, é iniciar as aulas de novas turmas com a seguinte frase de Confúcio: "Toda verdade tem quatro cantos: como professor, eu lhe dou um dos cantos,e cabe a você encontrar os outros três". E só a prática vai levar o professor a saber equilibrar e considerar o quanto deve esclarecer e o quanto deve questionar e levantar mais dúvidas acerca de um tema.

2. Usar tecnologias digitais de forma realmente eficiente (principalmente softwares de autoria que não sejam apenas editores de texto ou de apresentações, softwares de simulações e ambientes virtuais de aprendizagem). E isso requer duas coisas: todo professor deve conhecer as mais novas interfaces, sem esperar um curso de capacitação (porque a maioria das ferramentas, hoje em dia, são intuitivas e sempre há tutoriais disponíveis em vídeo no Youtube); e não precisa dominar totalmente determinada ferramenta...apenas o suficiente para atender aos seus objetivos (mesmo que isso signifique que seu aluno pode saber usar a ferramenta mais do que você) 

3. Usar elementos de design é fundamental para o profissional da educação nos tempos atuais. O designer é alguém que cria algo que outras pessoas experimentam. O educador é um designer de experiências de aprendizagem. Quando usa recursos audiovisuais, elabora textos, blogs, ambientes virtuais, etc, deve começar a se preocupar com questões que só serão respondidas entendendo um pouco de design (e minha sugestão é conhecer um pouco sobre design instrucional, design de jogos e design gráfico)

4. Ter um repertório vasto que permita agregar temas relacionados a assuntos aleatórios à área específica em que atua. Isso amplia as chances de combinar fatos e relacionar tópicos que enriquecem as experiências de aprendizagem. Viajar para lugares diferentes, assistir programas diversos (de programas sobre arte até os religiosos), ler, jogar...mas principalmente, manter um olhar atento a tudo o que acontece ao seu redor, como se tudo pudesse ser usado na sua prática

5. Escrever e falar bem, porque produzir conteúdo é algo que é fundamental nesses novos tempos. E geralmente o professor é o profissional que se espera ter domínio nessas duas habilidades, e justamente, se deveria esperar que naturalmente pudesse produzir conteúdo melhor que qualquer profissional. Hoje, com a possibilidade de produção de e-books e vídeo-aulas sem necessidade de ter conhecimento técnico muito aprofundado (nem equipamento muito sofisticado), o educador não pode deixar esse filão do mercado de lado. Há muitas oportunidades que surgem com algumas das demandas que citamos acima. E se pensarmos bem, uma atitude empreendedora pode ampliar o leque de opções de atuação desse profissional, e poderia até ser uma 6ª competência, pois faz convergir todas as outras na ação de desenvolver produtos educacionais. 

Bem,é isso! Ok, reconheço que nem todas elas são "novas" como promete o título desse post...isso foi só mais um recurso pra chamar a sua atenção, caro(a) leitor(a). ;-)

Eu também pensei em acrescentar uma sobre ser sensível à inclusão de alunos com necessidades especiais, mas mudei de ideia por um simples motivo: considerando que o bom professor tem a missão de promover a melhor formação para todos os seus alunos, isso já abrange os neurotípicos e os que tem desenvolvimento atípico.  O simples fato de ter que inserir essa competência já criaria um paradoxo, ao meu ver, pois o ato de educar já é um ato de inclusão.

Se você acha que está faltando alguma competência aqui, posta nos comentários
Grande abraço!